domingo, 15 de dezembro de 2013

para minha família


Hoje os amiguinhos do meu irmão ficaram surpresos ao descobrir que ele tinha um irmão mais velho. "É que ele quase não fica mais em casa", justificou ele.

Gostaria de dizer que chega um momento das nossas vidas em que temos que quebrar a cara, experimentar coisas novas, arriscar, tentar, falhar, cair e se levantar inúmeras vezes, não dormir o máximo possível de noites, dar a cara a tapa e fazer coisas pela primeira vez. Estou crescendo e aprendendo, mas infelizmente, não é ficando na zona de conforto da minha casa que isso me ajudará.

Então, é por isso que eu estou passando o máximo do meu tempo fora de casa, às vezes dias e semanas, fazendo escalas ou indo em lugares para somente não voltar para casa. Este é um processo pelo qual estou passando e tenho que enfrentá-lo.

Porém, confesso que eu tenho momentos que daria tudo para estar em casa com vocês, às vezes no meio dessa correria eu quero só chegar em casa. Então, esse é meu pedido de desculpas e minha justificativa por tudo o que está acontecendo no momento. Estou em falta com vocês, mas por enquanto eu não pretendo parar, não consigo (me) parar. Uma hora isso passa e tudo tende à voltar a ordem.

É como dizem: por mais tempo que você fique fora de casa ou tente substitui-la,

não há lugar como nosso lar.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

clube dos corações solitários


A única regra do clube dos corações solitários é: tentar sair dele.

Aqui nosso partido é o coração partido e nossos finais são (in)felizes para sempre.

De janeiro a dezembro, você quer ser um membro ?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

ciclo


Então eu vi:

Um coração partido.

Uma tentativa de adeus.

Uma pessoa quebrada.

Na minha frente eu assisti tudo isso.

Eu via um círculo,

dando voltas e voltas no mesmo eixo...

Era o passado sendo repetido naquele presente.

Então,

resolvi muda-lo.

domingo, 15 de setembro de 2013

eu não quero achar a metade da minha laranja


Eu não quero achar a metade da minha laranja ou a tampa da minha panela. Não quero achar ninguém pela metade. Quero achar minha laranja inteira ou minha panela com tampa. Porque ninguém vive pela metade, ninguém come pela metade, ninguém se diverte pela metade. Não existe meio amor, meia amizade e nem meia saudades.

Quero encontrar pessoas inteiras, que queiram viver por inteiro, pois ninguém quer a metade de nada ou de viver na indecisão. O grande problema é você querer pessoas por inteiro, quando infelizmente nem sempre conseguimos o inteiro,

nem muito menos a metade.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

clube da luta (eu vs vida)


Nesses últimos meses me senti um lutador que não conseguia acertar seu oponente e que depois de muito apanhar, eu 

de repente, não senti mais nada.

Agora eu sorrio para o meu adversário

enquanto eu espero meu nocaute.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

cansado de despedidas


Nesse mês já foram 3. Um adeus e dois tchaus, até logo.

Não estou preparado para mais uma, não me dou bem com despedidas. Quero uma pausa, um descanso. Se despedir é difícil, leva tempo para se acostumar e quando a ficha cai, você conhece o lado ruim da saudade. 

O que eu quero agora é mais "ois". Eu torço que quando eu for tomar um ar em uma festa, alguém tome coragem e diga:

Oi! Qual é o seu nome ?

E assim, que os "tchaus" começassem a se transformar em "ois", assim como quando a água começa a mudar para o vinho.




segunda-feira, 15 de julho de 2013

a chorona do karaoke



Resolvemos dessa vez fechar uma mesa e compartilhar com todos nossos dons artísticos.

As horas iam passando, as pessoas iam bebendo e as músicas que são obrigatórias no karaokê eram cantadas. Novos talentos da mpb foram se revelando e as pessoas continuavam bebendo.

Umas três horas da manhã, uma moça que mal conseguia parar em pé, subiu no palco e bamba, esperou sua música começar. Evidências, que estaria sendo cantada pela quinta vez naquela noite, foi sua escolha. Percebi que todas as mesas resolveram parar de conversar para ver o show que seria feito, pois todos sabem o resultado da combinação de pessoa alcoolizada + Evidências.

Ela começou a cantar. Segurava o microfone com as suas duas mãos e olhava para nós, a platéia. Tudo ia bem até que ... seus olhos começam a lacrimejar e sua voz começa a falhar. Ao chegar no refrão, ela abaixou a cabeça e começou a chorar. Para ajuda-la as pessoas começaram a cantar, a bater palmas e algumas também começaram  a vaiar. 

Estava acontecendo uma cena cômica, até que ouvimos o primeiro soluço dela. Todos ao ouvi-lo ficaram em silêncio ao mesmo tempo. Foi um silêncio que durou 10 segundos, mas foram os 10 segundos necessários para perceberem que não era somente uma moça bêbada chorando ao cantar uma música, era algo mais, tinha um coração partido ali, uma história de amor acabada ou mal resolvida por trás daquele choro.

O silêncio foi quebrado ao melhor amigo da moça subir no palco, abraça-la e sem jeito, faze-la descer de lá. As pessoas começaram a aplaudir, assoviar e rir. A dona do lugar parou a música e chamou o próximo, com um jeito de quem já estava acostumada com aquela situação. 

Outra moça sobe no palco. O amor não deixa - Vanessa Camargo foi escolhida.

Dados começam a surgir no karaoke "Alô Vanessa ? Atende Vanessa."

E todos esperavam ansiosamente o próximo coração partido,

                                                                                                                                       subir no palco.